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lunes, 24 de junio de 2013

Entrevista a Lucas


Ontem (23) no culto de Semilla de Mostaza teve um momento bem criativo. O pastor entrevistou Lucas (sim, o da bíblia!). Este mês estamos estudando o evangelho de Lucas e o próprio nos concedeu um tantinho de seu tempo para falar sobre seu contexto para a produção do famigerado Evangelho (homônimo). Usou até roupas dos dias atuais, embora o incomodassem. =D

Falou sobre a paixão de Paulo pelo evangelho das boas novas e de como ficaram os cristão depois que Jesus partiu para a glória. 


Até logo!

martes, 2 de abril de 2013

Minha Páscoa

Nesse feriado só vi o sol no domingo, quando fui à igreja. Antes que as lágrimas molhem meu teclado (rsrsrsrs), me explico: fim de mês, sem companhia, trabalho pendente etc. Fiquei só em casa mesmo, mas foi bom pra resolver umas coisas. Mudei uns quadros, estava achando eles muito antiquados para uma casa de garotas, daí fiz um collage (tão artista...kkkk). Assisti uns 5 filmes ou mais, li uns artigos, pois tenho esse mês para produzir um trabalho sobre o “Conceito antropológico da mulher na sociedade mexicana” (escolha minha esse tema e a professora apoiou demais) da disciplina de Fontes de Informação (5º sem.) do curso de Psicologia da UNAM.

Bem, a professora me deu algumas dicas bibliográficas e uma garota da minha sala se voluntariou a pegar um livro emprestado pra mim na biblioteca. Ainda bem, porque eu teria que falar com o chefe geral da biblioteca (maior burocracia) pra ter acesso a esses livros. Deus é bom demais, me ajuda nas mínimas coisas. Daí tinha que lê-lo em uma semana pra entregar dia 01/04.

Passei boa parte do tempo sozinha. Novidade... Minha roomie saiu na quinta pra almoçar com um amigo e só voltou no sábado. Sério! Pensei que tinha sido sequestrada por marcianos, voltado pra Argentina ou sofreu um acidente ou sei lá o que. Fiquei super preocupada com ela, mas não tinha crédito pra saber seu paradeiro. Quando finalmente chegou, ela me disse que o amigo a levou a uma cidade vizinha e insistiu que ela ficasse, ela também não tinha crédito pra me avisar. Fim do mês é triste!

Apesar dos pesares, o culto de Páscoa compensou tuuudo. Começou com um monólogo super bem feito (com cenas em câmera lenta, uma sacada cinematográfica com direito a sonoplastia feita pela boca do próprio ator, cenas com músicas de ação, melancolia etc.) onde o personagem principal era Pedro relembrando momentos com o Mestre, desde a última Ceia, a traição, as experiências no mar. Foi realmente lindo, emocionante. Pela primeira vez me senti como Pedro, indigna, limitada, fraca, e por isso também dependente dEle e necessitada de Sua redenção. A igreja passou uns 10 min aplaudindo, em copiosas lágrimas. Depois da maravilhosa mensagem (sobre os 3 tipos de fé que Jesus levou os discípulos a vivenciarem depois de ressurreto) houve a Santa Ceia. No lugar do pão comemos bolachas salgadas (bom, na verdade um pedaço) e um copinho plástico (tampado) com o suco da uva. Mas eu, como desastrada por excelência quase entornei o “vinho” em mim mesma tentando abrir a tampa do bendito copo. Percebi que acabaria fazendo um desastre e abandonei (com pesar) meu copinho na poltrona, sem sequer provar do suco. O que importa é que a reflexão e o arrependimento aconteceram apesar da ceia não concluída. Muitas pessoas se renderam a Cristo. Mas também com aquela mensagem, até eu quis me converter de novo, foi impactante! E o culto foi encerrado com: “Cristo move as montanhas e tem poder pra salvar, tem poder pra salvar, pra sempre autor da salvação, Jesus a morte venceu, sobre a morte venceu”. A igreja cantou em uníssono, senti meu corpo vibrar naquela onda de adoração. Tremendo! (expressão de crente pra dizer que algo foi divino, arrebatador, indescritível). J

Voltei pra casa renovada, sentindo de fato uma mudança em meu interior. Foi interessante essa experiência, porque não havia com quem compartilhar, não havia preocupação em provar alguma coisa ou o que pensariam de mim. Por isso, ou se sente ou não se sente quebrantamento, transformação, justamente porque foi um ato solitário, genuíno, como eu nunca havia experienciado antes. A Palavra foi como flecha que acerta o alvo, não sem antes fazê-lo sangrar e deixá-lo marcado.   



Ócio criativo..hehehehe
Monólogo

Encenação 





lunes, 25 de marzo de 2013

Visitas a igrejas


10:30 a.m começou o culto na igreja Semilla de Mostaza. Fui sozinha, já me ensinaram que  condução tomar e o caminho (tenho que andar uns 4 quarteirões pra pegar o bus e mais uns 3 depois que desço na parada). Mas como vale a pena! Volto pra casa leve, flutuando. Sempre me lembro do salmo que fala: “Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor”.

Essa foi minha 3ª visita e, como nas vezes anteriores, gostei bastante do culto. O louvor foi ministrado por um irmão muito talentoso, uma das canções eu conhecia (Eu te louvarei, te glorificarei, eu te louvarei, meu bom Jesus...) e me senti em casa (rsrsrsrs).

O tema do culto foi: Jesús, nuestra pascua e o pregador de hoje falou sobre 5 episódios bíblicos onde vemos a morte e o derramamento de sangue como paga dos pecados do homem (Adão, Caim e Abel, Abraão e Isaque, a última praga do Egito e a expiação realizada pelos sacerdotes até a vinda de Cristo, o redentor máximo). A mensagem foi linda, fiquei muito sensibilizada com a ação do Esp. Santo. Fiquei sozinha, minha companheira de culto chegou depois de mim e nos desencontramos, mas mesmo assim foi tudo ótimo. No momento do apelo cerca de 40 pessoas se levantaram e fizeram oração de conversão. Enquanto a última canção do culto era tocada as pessoas que se converteram foram convidadas a se aproximarem do altar pra receberem as boas-vindas do pastor, bíblias e algumas instruções sobre sua nova vida em Cristo e horários do discipulado (sala de “nuevos creyentes” que ocorre na semana). O último louvor marca o encerramento do culto, não há benção apostólica. Estou bastante inclinada a ficar nessa congregação.

4:30 p.m começa o culto na igreja Belén. No entanto saí de casa com bastante antecedência, embora a igreja fique a uns 25 min (a pé) da minha casa. É que numa rua próxima à igreja há uma feira que acontece todo domingo. Ali se vende desde peças de vestuário, bijuterias, doces (como em toda esquina. Oh povo pra gostar de doce! Haja diabetes.) a comida e calçados. Tem gente que vai tomar café (na verdade encher a pança de tacos, enchiladas, empanadillas etc) e outros que vão pra almoçar e fazer umas comprinhas. Achei curioso ver homens de terno e mulheres de salto alto sentados em banquinhos de plásticos ao lado de crianças e pessoas bastante humildes. Na hora de comer todo mexicano é igual, quero dizer, não há divisão de classes sociais. Dei uma voltinha pela feira enquanto dava a hora de ir pra igreja.

Chegando à igreja - meia hora antes do culto – (Para os que dizem que não consigo não me atrasar. hehehehe... né, Iana?), me surpreendi com o costume das irmãs: véu na cabeça. Pensei que fosse só para as casadas, daí vi jovens e crianças usando também. Ainda não sei qual é o critério para o uso do véu. Só sei que a primeira coisa em que pensei quando vi o coral de senhoras foi naqueles velórios de filme (rsrsrsrs). Ok, deixando de lado a gaiatice... Me senti inadequada, porque as pessoas tem um tom tão solene, formal e eu tão batista no meio daquele povo com jeito de assembleianos rígidos (até a oferta é com salvas também). A igreja é toda “trabalhada” no glamour... mármore, vidro e madeira, os bancos até brilham. Umas irmãs estavam de terninho, saia comprida, salto alto. As garotas de botas, meia-calça, vestido ou saia e... véu.¬¬  As únicas pessoas de calça eram os homens e algumas visitantes, porque houve batismo e os familiares de alguns irmãos foram convidados. E eu de legging, vestidinho, bolsa de zebra, colar de continhas coloridas, unhas coloridas - os velhos pontinhos de cores super discretas -... Já imaginou a cena? A cara deles era o melhor! (rsrrsrs). Acho que eles pensaram que eu era descrente, não fosse a bíblia na minha mão. Mas eles não me discriminaram nem nada, foram bem educados. Me saudaram na entrada, na saída e uma irmã que estava ao meu lado me cedeu seu hinário pra eu acompanhar as quase 15 músicas que cantamos no decorrer do culto (eu juro que não to exagerando!). Era um senta-levanta, que somado ao que eu já tinha caminhado de manhã e pra chegar até lá, eu já tava sentindo dor nas pernas e nos pés.

Bem, não houve pregação, o pastor (parecia o jeito do Pr. Elvis, para os que o conhecem sabem do que to falando...rsrsrsrsrs) – Abração, querido Pr. Elvis – fez uma reflexão rápida numa passagem e começou a batizar o povo no tanque que fica no altar. Não sei porquê, mas demorou um tempão! Enquanto ele batizava as quase 20 pessoas cantamos, cantamos e cantamos. Eles tem duas harpas – é, meus amigos, pra quem acha uma harpa demais, tai..rsrsrs – e cantamos até músicas infantis de uma das harpas.

Mas a característica principal dessa congregação é que é bastante aconchegante, apesar da minha inadequação inicial. É que me fez lembrar o clima de comunidade, a alegria dos louvores, a voz da igreja como num coral, a forte presença do fogo de Esp. Santo. E a benção apostólica é exatamente igual a que eu estou acostumada (só que em espanhol, claro).     

Acho que meu pastor Gigi iria gostar muito dessa igreja. Quem sabe, né, pastor?! Bjão pra vc.

O culto terminou com certo atraso, mas ainda era dia. O sol se põe entre 7:00 p.m e 7:30 p.m. Daí fui caminhando rápido pra casa, antes que anoitecesse. Não que seja perigoso, mas as ruas estão vazias nesse horário e minha rua fica a 4 quadras da avenida. Fiquei mais tranquila quando vi uma viatura numa rua e mais a frente, perto de casa, outra. Moro a 2 quarteirões de uma delegacia, portanto sempre há ronda nessa área. Além do mais moro num bairro de condomínios, carros importados (tem uns que eu nunca tinha visto na vida, portanto não posso nem dizer a marca, mas são lindíssimos), restaurantes chiques - até os cachorros parecem caros – (hehehehe).

Fico devendo fotos da colônia onde moro e da colônia onde fica a igreja Belén. São 2 bairros de casas lindíssimas, ruas limpas, muito arborizadas e com muita variedade de comércio. Ficam exatamente um de frente para o outro, divididos apenas pela imensa avenida Insurgentes.  

¡Hasta luego, muchacho(a)s!!!

¡Dios les bendiga!

Besitos cariñosos. 

miércoles, 20 de marzo de 2013

A frente fria do fim de semana


SEXTA

Desde quinta à noite começou a fazer bastante frio, mais do que eu já tinha sentido até agora (só havia sentido vento fresco até agora). Na sexta pela manhã saí de baixo de neblina pra aula na Cidade Universitária (UNAM). Apresentei meu tema de pesquisa à professora () e ela me disse que lhe interessou bastante minha proposta. No final da aula pedi as coordenadas mais detalhadas do trabalho e quando voltei sentia bastante frio ainda. O pior é que com chuvisco a sensação é de que você tá todo molhado por causa da umidade.

Chegando em casa decidi fazer uma faxina. Com o frio que fazia, me senti mais aquecida levando e trazendo balde d’água, passando pano no chão, lavando banheiro... ao som de Thalles. Mas eu tava de olho no relógio porque tinha que me encontrar com a Nancy (secretária do meu trabalho) pra irmos a uma reunião de oração na igreja dela: Iglesia Semilla de Mostaza (Semente de Mostarda).

Presenciei uma ministração de louvor que sempre quis fazer: voz, violão e cajón. A levita, sentada num banco no altar, cantou 3 canções e ao fim de cada uma ela dizia palavras de amor a Deus. Singelo, com um som ambiente, agradável. Creio que Deus recebe todo louvor que é realizado de coração, mas como é sublime deleitar-se numa voz doce (parecia a voz da marcela Gandara) em canções tão profundas cantadas de maneira suave, como se estivéssemos sussurrando aos ouvidos de Deus.


culto de oração, como se pode ver...rsrsrs









Quando cheguei em casa, a Aldana (minha companheira de ap.) e seu namorado estavam me esperando pra sairmos. Fomos à Coyoacán (em língua indígena, lugar de coiotes). Lá nos encontramos com mais dois amigos deles da AIESEC e fomos a uma pizzaria aconchegante e com um menu de encher os olhos. Fazia bastante frio, eu tava batendo os queixos (de verdade..rrsrsrs). Coyoacán à noite é linda, é um bairro histórico do DF (Distrito Federal ou Cidade do México), cheio de bares, restaurantes, cafés e lojas de artesanato. Além de duas praças lindas que delimitam o centro da colônia (bairro).







Iglesia del Carmen - plaza en el centro de Coyoacán

Estávamos nos perguntando que desenho seria esse, de noite não dá pra visualizar muito bem. Linda fachada.









SÁBADO

Depois do trabalho, voltei caminhando pra casa (como quase todos os dias) e vi muita coisa interessante pra vender nas calçadas. O interessante é que se vende de tudo: comida, livros, bijuterias, roupas, frutas etc. Hoje, infelizmente não vi morango pra vender. Em casa, a Aldana me esperava com um amigo também da AIESEC, o Rafa. Almoçamos na colônia Nápoles em frente à casa dele. Conhecemos seu ap. onde vive com a família. Nunca vi uma decoração clássica tão linda e coesa, quero dizer, eram do mesmo motivo. A sala de estar e o a sala do piano pareciam uma galeria de arte. Havia quadros pendurados em todas as paredes, e o mais curioso é que eles são feitos de quebra-cabeças (o hobby da família). Eles montam e depois põem uma moldura.

O Rafa nos acompanhou a Coyoacán. Vê-la de dia é bem diferente. Não sei se por sábado ou por segunda ser feriado que as duas praças do centro estavam cheias de gente. Turistas, comerciantes, famílias, taxistas etc. Vi até cortejo de casamento saindo da igreja de uma das praças. Um frio duríssimo e as damas de casamento (vestidas de vermelho e salto alto) com sobretudos para tentarem se abrigar... Nos sentamos um pouco num banco da praça da igreja e conversamos bastante.

World Trade Center

Um dia quero morar numa casa assim. Toda vez que passo por ela fico admirando-a. Está pertinho da minha casa. Calle Romero de Terreros, caminho pra av. Insurgentes. 

World Trade Center



Fonte dos coiotes




Apresentação de artistas de rua.


Essas ruas eles chamam de "empedradas".



Barzinhos e restaurantes... Caaaros!


O mesmo prédio que admiramos ontem. Lembra da foto?




Fonte dos coiotes vista de outro àngulo: da praça ao ao lado.



Um ônibus fantasiado de bonde...hehehehe


Saindo um cortejo de casamento.


Depois que nos despedimos do Rafa, a Aldana e o namorado estavam planejando uma saída logo mais. Em casa, nos trocamos e esperamos ele chegar pra sair outra vez. Ele chegou algumas horas depois com outro amigo da AIESEC e fomos comer pizza perto de casa. O lugar era ótimo e nos divertimos muito. Regressamos tarde, e tentei dormir logo porque sabia que meu domingo começaria cedo.

DOMINGO
Acordei cedo, porque às 10h iria me encontrar com a Nancy pra irmos ao culto de 10h30 na Semilla de Mostaza. Acho que a frente fria se foi, até fez um calorzinho. Depois do culto, quando voltei pra casa, a Aldana e eu fomos ao World Trade Center (um prédio imenso onde nos primeiros andares funciona uma loja de departamentos e alguns restaurantes) pra ela comprar umas coisas no Sears (a mencionada loja).  Assisti uns filmes que baixei na semana e passei a noite sozinha. Segunda foi feriado. Mais um dia de filmes, correção de manuais e revisão de provas.

Até a próxima,

bjoks.