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viernes, 1 de marzo de 2013

Tacos

Ontem à noite fui convidada pra comer tacos. Pensei que iríamos a um restaurante, lanchonete... No bairro chique onde estou morando, onde as ruas tem nome de elementos da natureza e há pedras e bosques em cada esquina (daí o o porquê do bairro chamar-se Pedregal), tem muita gente que só anda de carro, até porque transporte público nessa zona é escasso.
Taco a bisteck (só não sei se é de gado ou de porco)
Taco al pastor (carne de porco assada na brasa e cortada miudinha)





Pois bem, meu anfitrião estacionou o carro e nos dirigimos à esquina, onde havia uma barraquinha de tacos com todas as opções de recheios que se possa imaginar (al pastor, bisteck, até de cérebro [seso] e tripa...agrrr...eca!), tudo com muita cebola e pimenta. E não é que justo ali pobres e ricos entram na mesma fila e comem de pé uns ao lado dos outros?! Você pega seu prato com seus tacos e sua bebida e come ao lado da família ou de amigos. E pode mandar embrulhar pra comer em casa também.

Havia muita gente! Os atendentes são bastante atenciosos e a comida é bem saborosa e barata!!! Nesse lugar, às quartas feiras vc compra dois tacos e paga um, só comi 4, mas ele comeu 10!!! E enche rapidinho a barriga, porque a massa da tortilla é feita de milho, é bem fininha e molinha, mas eles colocavam duas. Além disso se pode tomar refri ou suco (q vem num casco de vidro..hehehe). 

Bjos

viernes, 22 de febrero de 2013

A dor e a delícia de ser professora.

Cidade do México, 21 de fevereiro de 2013

Hoje acordei 4h45 da manhã, saí de casa por volta das 5h30. O ar frio secava a garganta enquanto eu caminhava até a passarela do Periférico Sur, em Pedregal, onde estou morando até o fim do mês. Caminhei cerca de 15 min. A cidade ainda estava acordando, mas já havia muita gente com suas barraquinhas de comida abertas para atender os trabalhadores que paravam para lanchar. 

Fiquei um pouco receosa, porque apesar da grande quantidade de carros que passavam, as calçadas tinham sombras, por causa das árvores e havia poucos transeuntes, a maioria, homens. Me dava um frio na espinha cada vez que um deles cruzava o olhar comigo. 

Tomei o ônibus rumo à rua Barranca del muerto pra me encontrar com um funcionário da escola onde trabalho e ele me acompanhar até a empresa onde eu deveria dar a aula. Ele me levou ao metrô de Barranca del muerto. Ele andava rápido, eu nem tinha tomado café (não deu tempo), fiquei um pouco tonta à medida que fomos descendo os 3 andares subterrâneos do metrô. Finalmente conheci o metrô da Cidade do México! Parecia cena de filme antigo, embora as instalações sejam modernas. Depois que descemos na estação de Tacubaya seguimos caminhando cortando uma feira livre. O sol ainda não tinha dado as caras! Pegamos um táxi compartilhado (nessa área as pessoas rateiam a corrida, já que os ônibus estão lotados e demoram a passar nesse horário) e descemos na empresa. 

Eu havia caminhado bastante, já estava quase sem fôlego, devido a rapidez com que andava meu "guia". "Quase botei os bofes pra fora!" (rsrs) Então, depois de algumas burocracia para adentrar a empresa (detector, preenchimento de ficha, credencial de visitante) chegamos à recepção e fui conduzida à sala de aula para ministrar o curso de português básico aos ilustres desconhecidos. 

O grupo tem uma média de idade de 40 anos. Mulheres e homens de diferentes profissões (química, secretaria, marketing, advocacia, publicidade, psicologia, recursos humanos etc) que estavam ali dedicando suas 7h da manhã ao estudo da minha língua. Inicialmente quando os vi chegar pensei que seria uma turma séria e complicada. Talvez pelas roupas formais deles. Mas não, eles ficaram completamente abertos ao conteúdo, a mim como professora, riram de algumas peripécias que contei em relação às confusões entre português e espanhol, participaram ativamente da aula. Seus olhos brilhavam! Isso é o que vale a pena depois de tantos perrengues pra chegar até ali. Mesmo sendo jovem e com pouco tempo na profissão (cerca de 4 anos) é possível se emocionar fazendo o que se gosta. É claro que uma turma motivada contribui bastante para o êxito de ambos as partes. Fiquei contente no fim da aula quando alguns deles vieram tirar dúvidas e disseram que gostaram da aula. Tem coisas na vida que não tem preço.

Ninguém me diga que escolher uma profissão que dá muito dinheiro é mais importante por conta da estabilidade e blá-blá-blá. Não há nada melhor do que se sentir à vontade contribuindo para o crescimento de alguém (em diferentes âmbitos, não só em relação ao conhecimento, pois o professor é muito mais que um repassador de conteúdo), se permitindo ser tocado e aprender com os alunos. Nada substitui essa paz!
Existem limitações, é claro, como em toda profissão, mas a recompensa é muito maior, pode ter certeza. 


Dedico esse post a todos os que me ensinaram e que aprenderam comigo, nas  aulas ou na vida cotidiana. Meu muito obrigada! Bjos.

miércoles, 20 de febrero de 2013

Te doy gracias...

Quero agradecer imensamente a Deus porque estou fazendo o que gosto (correção de manuais, intermediação entre universidades brasileiras e a impresa onde estou trabalhando, aulas do meu idioma a mexicanos, aventuras novas a cada dia usando looks descolados [hihiihihi] etc.)
Matando a saudade pelo skype...
Residência provisória


Vista do 17º andar
Fim de tarde
Sala de estudos _ Oi Brasil



Hall_ Oi Brasil

Voltando do 1º dia de trabalho (18/fev/13)





Turisteando....
Parque em Roma Sur 








Parque perto do metrô Chapultepec
Esperando minha chefe enquanto lia Mario Benedetti. 


Nunca pensei que teria essa oportunidade! Me sinto benquista, meus horários de trabalho são flexíveis e negociáveis, as pessoas mesmo as desconhecidas) são gentis e a comida é diferente (embora ainda estranha pra mim) e saborosa! 


A saudade aperta, mas estou tranquila e muito feliz! Gracias, Señor!